No primeiro dia os navegadores Internet Explorer, Chrome e Firefox foram invadidos.
O Internet Explorer 10 foi hackeado pela VUPEN Security que utilizou duas falhas 0-day do navegador que burlaram o sandbox e permitiram invadir o Windows 8.
O Chrome 25 foi hackeado pela MWR Labs, que utilizou múltiplas falhas do navegador e uma falha do kernel do Windows 7 que permitiu invadir o computador ao navegar em uma página web maliciosa.
O Firefox 19 também foi hackeado pela VUPEN utilizando uma falha que burlou a proteção ASLR/DEP do Windows 7
O Safari não foi invadido, pois nenhum hacker se interessou em hackeá-lo.
Além disso, o Java foi invadido inicialmente três vezes por três times distintos de hackers, mostrando que ele continua sendo muito vulnerável.
O Flash Player resistiu bravamente às tentativas de invasão, porém, mais tarde foi hackeado juntamente com o Adobe Reader e o Java (pela quarta vez).
Os smartphones iPhone 4S e Samsung Galaxy SIII/S3 também foram hackeados durante a competição de dispositivos móveis. A vulnerabilidade do WebKit utilizada para invadir o iPhone também está presente no iOS 6, e o hacker informou que o iPhone 5, iPad e iPod touch também estão vulneráveis.
O Galaxy SIII/S3 rodando Android 4.0.4 foi invadido através de duas vulnerabilidades no NFC (Near Field Communication), permitindo que os hackers tivessem acesso aos emails, SMS, contatos, agenda, galeria de fotos e várias outras informações.
As regras do evento são claras: os computadores devem estar configurados com as opções padrão, que são utilizadas pela imensa maioria dos internautas, e as vulnerabilidades utilizadas para a invasão devem ser desconhecidas.
Além do desafio, os hackers ganham um polpudo prêmio com a invasão:
US$ 100 mil para quem hackear o Google Chrome no Windows 7
US$ 100 mil para quem hackear o IE 10 no Windows 8
US$ 75 mil para quem hackear o IE 9 no Windows 7
US$ 65 mil para quem hackear o Safari no Mac OS X Mountain Lion
US$ 60 mil para quem hackear o Firefox no Windows 7
Um lado positivo do evento é que as vulnerabilidades utilizadas são reportadas para as empresas desenvolvedoras dos produtos para que elas possam corrigi-las.
Fonte:
Baboo